Na guerra todos perdem
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009Várias coisas me deixam deprimido. Em geral, aquelas que não consigo resolver, nem intervir, mas nada se compara aos genocídios causados pelas guerras insanas que nossos poderosos inventam. A nova investida de Israel sobre a faixa de Gaza é de doer o estômago. Calma, não pense que defendo o direito dos terroristas/palestinos do Hamas de jogarem suas bombas e mandarem humanos/bomba para o outro lado, mas o que está acontecendo naquela terra que dizem santa, é um massacre de crianças e civis. A leitura dos jornais dos últimos dias mostra que não há guerra, mas massacre. Uma força descomunal sendo usada contra um inimigo sem poder de reação. Aquela velha história do grandão da rua batendo nos meninos menores. O mais interessante é ver como a maior potência do mundo se comporta a respeito. Nem Bush, muito menos Obama parecem dispostos a falar algo de produtivo ou de fazer uma ação efetiva. Lendo o noticiário, lembrei do filme o Senhor das Armas (Lord of War), com Nicolas Cage fazendo o papel de um contrabandista de armas. O belo e triste filme mostra como funciona a indústria de armamentos e como boa parte das guerras são alimentadas. No fim, ainda sobra uma mensagem dita por Yuri Orlov, o personagem de Cage: “Sou um mal necessário. Chamam-me de contrabandista, mas sou apenas um pequeno comerciante perto do maior comerciante de armas do mundo, o exército dos Estados Unidos da América. Em um ano, vendo menos armas do que ele produz em apenas um dia”. Fácil entender porque temos guerras, não?








