Fraudes e fraudes
Com a colaboração de Carolina Esquilante.
Como alguns já sabem, a revista americana Wine Spectator, em seu tradicional prêmio de carta de vinhos, condecorou um restaurante que não existe. A notícia já tem algum tempo, mas vale a pena registrar a resposta da revista. O jornalista americano Robin Goldstein criou um restaurante fictício em Milão, Itália, chamado Osteria L’Intrepido. Apresentou um menu e uma lista de vinhos para o prêmio da Wine Spectator’s 2008. A lista de vinhos ganhou um prêmio de excelência, o mais básico dos três níveis do prêmio.
Goldstein, claro, como diz a própria revista, “está se gabando sobre a fraude em seu web site”. Em linhas gerais, veja o que a revista respondeu:
“Nosso prêmio existe desde 1981, criado para encorajar restaurantes a melhorarem seus programas de vinhos, e para ajudar os leitores a encontrarem restaurantes que levem o vinho a sério. O programa avalia o conteúdo, precisão e a apresentação das listas de vinhos dos restaurantes. Nos 27 anos do programa, foram avaliados mais de 45000 listas de vinhos.
Como é possível um restaurante que não existe ganhar um prêmio de lista de vinhos?
A revista não afirma que visita todos os restaurantes. Assumimos que se recebemos uma lista de vinhos, o restaurante que a criou realmente existe. No formulário de requerimento, o proprietário do restaurante confirma que todas as declarações e informações fornecidas são verdadeiras e exatas. É claro que fazemos um esforço significante para verificar os fatos.
No caso da Osteria L’Intrepido
• Ligamos para o restaurante muitas vezes; em todas elas caia na caixa postal e ouvíamos uma mensagem de uma pessoa pretendendo ser do restaurante, explicando que eles estavam fechados no momento.
• O restaurante mandou um link de um site que mostrava o menu e pode ser localizado no mapa em Milão.
Como pôde essa lista ganhar um prêmio?
“Apesar de Goldstein ter postado uma pequena seleção de vinhos em seu blog, junto com o seu pobre índice para a Wine Spectator, ele inscreveu uma carta com 256 vinhos. Apenas 15 vinhos marcaram menos de 80 pontos. 53 vinhos atingiram o índice de 90 pontos ou mais (destacado na Wine Spectator 100 pontos na escala) e um total de 102 atingiram índices de 80 pontos (bom) ou melhor. (139 vinhos não atingiram o índice). Em geral, os vinhos vem de produtores italianos top, em uma apresentação clara e precisa.
Qual era o objetivo de Goldstein?
Este ato duplamente malicioso nos lembra que ninguém está totalmente imune a fraudes. É triste que uma pessoa sem escrúpulos possa atacar uma publicação que ganhou uma reputação por integridade ao longo de 32 anos. Contudo, o mais importante é que isso não mancha a reputação de milhões de restaurantes reais, que atualmente mantém o prêmio da Wine Spectator, como resultado da competência deles, do trabalho duro e da paixão que eles têm pelo vinho.
Quem assina a resposta é Thomas Matthews, editor executivo da Wine Spectator. Cada um que tire suas conclusões. Detalhe importante: cada restaurante paga uma taxa de 250 dólares no ato de sua inscrição.

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Acesse o Blog do restaurante, clique [aqui].



sexta-feira, 12 de setembro de 2008 em 6:54 pm
Muito boa essa nota. Também com a colaboração da jovem talentosa Carolina Esquilante, só podia dar nisso. Atualize mais o seu blog ele é de grande valia para os leitores.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008 em 1:13 pm
Olá Ricardo, boa tarde,
Aqui quem te escreve é a Renata Rocco, sócia da importadora de vinhos Franceses, DE LA CROIX.
Escrevo para deixar registrado que navegando pelo portal da revista (excelente!) encontrei em seu blog a informação sobre a Osteria L’Intrepido., que para mim era desconhecida até então. Achei muito interessante (para não usar outro adjetivo) e vou dividir com a turma aqui na importadora.
um grande abraço,
Renata